quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Por uma frente de esquerda

Após seis anos de 'ajuste', Europa enfrenta deflação recessiva; Itália tem desemprego recorde; Alemanha e França assistem a uma espiral de extremismo xenófobo; Grécia inclina-se para a esquerda; Portugal tem 500 mil desempregados e Espanha devastou sua rede de proteção social.

Fonte: CARTA MAIOR
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CUT: Trabalhadores não podem pagar por ajustes de Dilma

publicado em 7 de janeiro de 2015 às 12:56
Levy
Para a CUT, trabalhadores não podem pagar por ajustes na economia
do site da CUT
Tendo em vista as medidas anunciadas pelo governo no dia 29 de dezembro de 2014, com o objetivo de ajustar as despesas do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e da Previdência Social, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) manifesta a posição contrária ao método utilizado para a tomada de decisão por parte do governo.
Contrariamente aos compromissos assumidos de que as decisões que envolvessem os trabalhadores deveriam passar por um processo de negociação que permitisse às Centrais Sindicais opinar e oferecer propostas alternativas a quaisquer iniciativas, fomos surpreendidos por um anúncio unilateral das medidas sem que pudéssemos contribuir e de alguma forma assegurar os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.
A CUT não concorda com as medidas adotadas no âmbito do Seguro Desemprego, tendo em vista que elas penalizam os trabalhadores e trabalhadoras jovens que estão ingressando no mercado de trabalho e também aqueles empregados nos setores com menor especialização, onde a rotatividade de mão de obra é uma prática recorrente do setor patronal.
A CUT considera que as medidas tomadas penalizam exclusivamente os trabalhadores e não impõem nenhuma regra ou sanção para inibir a rotatividade de mão de obra praticada pelas empresas com o único e exclusivo objetivo de reduzir os salários.
A CUT não concorda com o argumento de que os trabalhadores são responsáveis pela rotatividade de mão de obra existente hoje no país. Os exemplos utilizados não se constituem regra e não é a causa do aumento de gastos com o seguro desemprego.
Os trabalhadores e trabalhadoras quem manter o seus empregos, terem seus salários valorizados e não fraudar um dispositivo que minimiza os prejuízos causados pela ganância empresarial. Essa medida representa um sério retrocesso aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.
Em relação ao seguro defeso, a CUT sempre se posicionou pela mais ampla transparência e controle social na concessão de benefícios. Por isso defendemos a manutenção da política de concessão exclusivamente para os trabalhadores e trabalhadoras da pesca e que o cadastro de beneficiários tenha o mesmo controle dos benefícios concedidos por outras políticas sociais, como o Bolsa Família, o Prouni etc.
A Central Única dos Trabalhadores também manifesta a sua preocupação com as medidas tomadas no âmbito da Previdência Social de forma pontual. Somos os maiores interessados na manutenção do equilíbrio das contas da Previdência, no entanto, esse equilíbrio não pode ser feito a custa dos direitos. Por isso queremos que a discussão seja mais abrangente, que possa inclusive criar uma solução para o Fator Previdenciário que tanto penaliza os trabalhadores, para que esses direitos não sejam comprometidos.
De acordo com a presidenta em exercício da CUT, Carmen Helena Foro, “é importante deixar claro que tudo o que se refere à transparência, aperfeiçoamento e maior controle social não trazem problemas para nós, desde que não retirem direitos dos trabalhadores”.
Também segundo ela, “é preciso reafirmar o compromisso de que toda a pauta dos trabalhadores e trabalhadoras seja previamente discutida e acordada com a CUT e as Centrais Sindicais”, como foi o compromisso assumido com a presidenta Dilma.

Fonte: VIOMUNDO
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O que se vê na Europa, já por seis anos, é o resultado da aplicação das políticas neoliberais de arrocho e ajuste.

Políticas essas que a oposição e a alucinada velha mídia desejam empurrar pela goela do governo Dilma.

Sofrimento e caos, pode ser a síntese de uma Europa que seguiu o "ajuste".

Se isso não bastasse, o ataque  de hoje a uma revista em Paris, revela o estágio de xenofobia, racismo, intolerância religiosa em que está mergulhada a Europa.

É inaceitável que jornais sejam atacados e pessoas mortas.

Também é inaceitável que a xenofobia se propague nos países europeus, que até vestimentas sejam proibidas e que símbolos religiosos sejam atacados com frequência.

Conflitos  violentos não são fruto do acaso.

Enquanto isso aqui no Brasil, torna-se cada vez mais urgente que as forças de esquerda , os movimentos sociais, os sindicatos  e todos os os setores da sociedade que  apoiaram os governos do PT, formem uma grande frente para exigir do governo federal que retome o caminho descolado do neoliberalismo, tão bem sucedido na América do Sul nos últimos anos.

Que figuras do governo, contrárias aos interesses  do povo, como a ministra Katia Abreu,  o ministro Gilberto Kassab e outros que jamais poderiam compor a equipe de ministros, sejam afastados  em nome de um projeto soberano de desenvolvimento e crescimento, onde as necessidades da população, políticas sociais e o Homem, sejam as prioridades.

Seguir  com tais ministros e com a equipe econômica escolhida , é trilhar o caminho da barbárie, explicitado , escancarado, na vida das pessoas da União Europeia.

A agenda em prática na Europa, nos EUA e desejada com toda força pela oposição e pela velha mídia aqui no Brasil, prioriza apenas  1/3 da população desses países.

Um mundo para apenas 2 bilhões de pessoas.

Essa é a maneira que o países  ricos encontraram para resolver as alterações climáticas e a escassez crescente de recursos naturais, apesar das aparências .



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