sábado, 14 de outubro de 2017

Condução Preventiva. Essa é a vibe


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Consegue se imaginar vivendo em um mundo em que não existam veículos automotores?

O deslocamento das pessoas se daria caminhando, montadas em animais, ou em carroças puxadas por animais ou mesmo por outras pessoas. O automóvel diminuiu o tempo de deslocamento do homem. Essa é sua função, ou ainda segundo Marx ,seu valor de uso. Com o passar dos anos ,o fetiche por mercadorias, produtos, máquinas, coisas, conferiu ao automóvel um status, poder, ou mesmo uma conotação sexual. Para muitas pessoas, ao entrar em um automóvel a sensação é a de penetrar em um interior. Automóveis despertam emoções, afetos e toda gama de sentimentos. O entendimento quanto ao valor e finalidade de uso se diluíram ao longo dos anos. Na sociedade de consumo turbinado em que vivemos, as mercadorias, produtos , máquinas, quando adquiridas, minimizam ,ainda que por um breve período de tempo , angústias, sofrimentos e neuroses, que logo retornam ao outro ,que com novas aquisições são mais uma vez minimizadas em um círculo vicioso que somente terá fim com a doença ou o divã. Essa é a realidade de muitas pessoas. Por outro lado, não há nada de errado em se cultuar fetiches por mercadorias, coisas e máquinas, desde que o outro saiba, tenha consciência em seu comportamento, onde termina o valor de uso e onde começa o fetiche. Quando não se tem essa consciência, aí é bandeira demais, o que praticamente é o comportamento da maioria. Isto posto, se os veículos automotores fossem compreendidos apenas pelo seu valor de uso, teríamos, em todo o mundo, um outro tipo de automóvel, talvez bem mais acessíveis `as pessoas e, consequentemente, um tráfico bem mais adequado a realidade dos grandes centros urbanos. No entanto,a realidade é bem diferente e o tráfico reflete as angústias e neuroses das pessoas. É violento, competitivo e individualista, o que arquetipicamente lhe confere características masculinas. O tráfico, assim compreendido é masculino. Dito isto, as mulheres no tráfico que reproduzem o arquétipo masculino, ficam em desvantagem pois os homens fazem melhor. Desta forma as mulheres quando no tráfico devem conhecer as características arquetípicas ,participar, envolver-se naturalmente através de seus arquétipos femininos, como atenção, cuidado, proteção. De fato, as mulheres causam, proporcionalmente aos homens, menos acidentes.

Outro aspecto é que o automóvel é um equipamento, uma máquina, assim como são equipamentos e máquinas um liquidificador , um computador, um forno de micro-ondas, uma máquina de lavar roupas e outros de nosso dia-a-dia. Aprendemos a manusear e operar todas essas máquinas, o que não é difícil e ainda proporcionam conforto. No entanto de tudo que é tipo de equipamento e máquina o automóvel é operado em ambientes com outras pessoas, diferentemente de um liquidificador, computador e outros acima citados. Isso significa que ao operar, conduzir um automóvel, não se pode, em hipótese alguma, ser considerado um ato isolado. Há sempre o outro envolvido

Dito isto a condução de um veículo automotor deve ser sempre de modo preventivo.

Condução preventiva. Essa é a vibe.


quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Pós capitalismo por Gandhi

O pós-capitalismo particular de Mahatma Gandhi

POR DÉBORA NUNES



Gandhi com operárias de Darwen, Inglaterra, nos anos 1930

Previu os desastres da alienação do trabalho, do consumismo, do maltrato aos animais. Defendeu uma vida frugal para todos e uma nova democracia, com controle social

Por Débora Nunes

Há uma bela viagem a fazer com Mahatma Gandhi: acompanhá-lo em sua crítica ao capitalismo e sua proposta de uma sociedade pós-capitalista, a partir da evolução da consciência humana. Nem que seja uma viagem bem curta, apenas à sua premonitória visão ecológica sobre os desastres que o capitalismo promoveria, por ter sido feita no início do século 20, antes da existência da sociedade consumista de massas. Quem me conduziu anos atrás nessa viagem foi o professor Jeevan Kumar, que dirigiu por muitos anos o Centro de Estudos Gandhianos vinculado à Universidade de Bangalore (Índia), onde fiz o meu pós-doutorado. É com Jeevan que saímos juntos para essa viagem breve.

Em sua visão integral acerca do desenvolvimento da teia da vida, Gandhi afirmava, tendo em vista o capitalismo: “uma sociedade em que os trabalhadores são tratados como máquinas, em que os animais são explorados cruelmente nas fazendas industriais e em que a atividade econômica leva à devastação da natureza não pode ser concebida como uma civilização”.

Na Índia, na primeira metade do século 20, Gandhi propunha a igualdade entre os sexos, a superação das castas e das divisões religiosas e a busca pessoal e coletiva por mais consciência, para construir uma sociedade humanizada que superasse o capitalismo. Ele dizia que “uma civilização, no sentido real do termo, consiste na redução voluntária de desejos, que promova felicidade e satisfação reais e aumente a capacidade de serviço”.

Para Gandhi, o caminho até essa civilização demandaria um processo de baixo para cima, com condições educacionais e econômicas para a participação de todas as pessoas, criando instituições locais, regionais e nacionais abertas ao que chamamos hoje de “controle social” [nota da redação: vale a pena olhar o pensamento de Gandhi vis a vis o de Rosa Luxemburgo, clicando aqui. Ambos foram contemporâneos, ele nasceu em 1869 e ela em 1871, embora talvez nunca tenham ouvido falar um do outro]. Tal civilização deveria garantir também (quanta atualidade!) que “os representantes eleitos se comprometam com os princípios de transparência, veracidade e responsabilidade”.

No tempo de Gandhi, vários defensores do socialismo acreditavam que ele seria construído a partir de uma revolução na qual a fonte dos males, a propriedade privada, seria extinta. Um governo operário de uma sociedade sem propriedade construiria então um mundo justo para todos. Não foi bem assim. As mudanças sociais e econômicas não foram acompanhadas de uma evolução das consciências e o desejo de predominância sobre os demais foi uma das causas dos desvios do projeto socialista, no socialismo real, que combateu apenas os efeitos desse desejo.

Gandhi entendia a necessidade de coerência e foi isso que exprimiu em sua frase mais famosa: “nós precisamos ser a mudança que queremos ver”. Para superar o capitalismo e seus efeitos perversos para os humanos e a Natureza, seria bom seguir os conselhos do velho e bom Mahatma.

Fonte: OUTRAS PALAVRAS
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terça-feira, 10 de outubro de 2017

Censura ?

Sobre o estranho silêncio no Facebook do DCM

Por Erika K Nakamura
10 de outubro de 2017



Caso você ainda não tenha percebido, tem algo de muito estranho acontecendo no Facebook do DCM.

Tão estranho que fez com que eu, que nunca dou as caras por aqui, precisasse escrever esse post.

Atualmente as mídias sociais são fundamentais para quem trabalha com notícia. É lá que ela reverbera e atinge os nossos leitores e não leitores.

Provavelmente é assim que você fica sabendo de tudo que os sites publicam e também das coisas que as pessoas não querem que você saiba.

A audiência do DCM, hoje em torno de 500 mil visualizações por dia, ajuda a financiar o site.

Tudo ia bem até que na sexta-feira passada nossos posts começaram a passar despercebidos no Facebook. Não havia curtida, compartilhamento e nem comentários.

A frequência também diminuiu. Notícias que normalmente têm muita leitura estavam passando em branco.

“Abrimos um chamado” no Facebook (entenda-se: vai falar com o bispo) para tentar resolver a situação e fomos informados que não havia nada de errado com a nossa conta.

Como não? Basta olhar as publicações anteriores ao dia 06 de outubro para perceber que algo de fato acontece:









Que as publicações do DCM desagradam muita gente não é nenhuma novidade. Já sofremos sanções judiciais, ataques de bolsominions, da bancada da bala, de hackers, boicote de publicidade federal e de tudo que vale a pena lutar contra. Só não esperávamos essa retaliação do Facebook.

Peço, portanto, que nossos sempre engajados leitores nos ajudem compartilhando, curtindo e comentando as publicações do DCM no Facebook até que consigamos resolver a situação seguindo os trâmites normais daquela rede, e que pode demorar sabe Deus quanto.

Fonte: DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO
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A cereja do bolo

Merval Pereira foi o palestrante mais bem pago pelo Senac-RJ, suspeito de irregularidades que podem levá-lo à intervenção
Por Kiko Nogueira
- 9 de outubro de 2017



Merval: R$ 25 mil por palestra para o Senac

A notícia é do Intercept.

Uma auditoria no Senac do Rio de Janeiro apontou diversas irregularidades na gestão de Orlando Diniz, amigo e ex-vizinho do ex-governador Sérgio Cabral, condenado na Lava Jato a 45 anos de prisão.

(A relação era muito boa. A governanta de Sérgio Cabral, Sônia Baptista contou em depoimento à Justiça Federal que os gastos pessoais do ex-governador que ficavam sob sua responsabilidade giravam em torno de R$ 120 mil a R$ 150 mil por mês. Sônia era lotada no Senac, mas não aparecia para trabalhar: “Era como se eu estivesse cedida”.)

O documento, diz o Intercept, está sendo analisado pelo Conselho Fiscal do Senac Nacional. Se tudo for comprovado, pode ser pedida intervenção na entidade.

O Senac já demitiu mais de mil pessoas entre janeiro e maio. No ano passado, o orçamento era de mais de 450 milhões de reais.

O dinheiro, escrevem os repórteres George Marques e Ruben Berta, é advindo de contribuições parafiscais, porcentagem obrigatória que as empresas têm que recolher em suas folhas de pagamento. Basicamente recursos públicos, portanto.

Não há transparência nos gastos, como manda a lei: “Não foram disponibilizadas, por exemplo, prestações de contas de dez contratos de patrocínio realizados em 2016, que somaram quase R$ 9 milhões, envolvendo as empresas Open Brasil, Backstage Empreendimentos, CE Produções e Eventos, Infoglobo (responsável pelos jornais ‘O Globo e ‘Extra’), além da Fundação Roberto Marinho”.

Um das principais fontes de custos era com palestras, especialmente de profissionais da Globo. Em 2016, R$ 2,979 milhões foram desembolsados para jornalistas, colunistas e comentaristas.

“Verificamos que a ligação dos prestadores de serviços com as Organizações Globo é uma das características singulares apresentadas com vistas a justificar a não observância do dever de licitar”, lê-se no relatório.

Quem mais lucrou com essas conferências foi Merval Pereira. Sua participação num colóquio chamado “Mapa do Comércio” valeu R$ 375 mil. Notas fiscais que o Intercept obteve mostram que Merval faturou R$ 25 mil por palestra — sem licitação.

O tema era “Perspectivas para o Brasil”, uma “análise prospectiva sobre o que o Governo Dilma pode fazer para evitar o impeachment no Congresso e avaliação do que seria um novo governo de união nacional com a derrubada da presidente e a chegada de Michel Temer”.

Merval é crítico contumaz das palestras de Lula. Em julho, defendeu que o ex-presidente “precisa explicar” a renda oriunda delas.

“Lula tinha toda condição de ser milionário, diante do preço que cobrava pelas palestras que diz ter feito a partir de 2010”, diz.

“A explicação fica complicada porque um dos diretores da Odebrecht afirmou ter sido preparado um esquema, com as palestras, para que o ex-presidente tivesse uma boa aposentadoria”.

Em abril, Merval lembrou que “os negócios pessoais de Lula se confundiam com as decisões do governo”.

Para Merval, as palestras serviam para compensar “os favores que Lula fez para a empreiteira [Odebrecht] nos anos em que foi presidente.”

Esse raciocínio vale para as organizações Globo, o Senac e o próprio Merval? O solerte colunista nunca soube de nada sobre seu contratante? Nunca lhe interessou saber?

Como em tantos outros capítulos envolvendo a Globo no “país dos negócios corruptos” (definição de Merval): não vem ao caso.

Fonte: DIÁRIO DO CENTRO DO  MUNDO
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PT na frente

Cesar Maia mostra pesquisa em que PT supera todos os partidos

POR FERNANDO BRITO · 09/10/2017



Meu amigo Antonio Mello, em seu blog, dá os números que o ex-prefeito César Maia – pai do presidente da Câmara, Rodrigo – divulga hoje em seu “ex-blog”.

Teria sido feita pelo portal IG, mês passado

Três quartos não tem simpatia especial por qualquer partido. Mas, entre os que têm, o PT dispara, com folga:PT – 15,6%; PSDB – 3%; PMDB – 2,4%; PSOL – 1,5%; DEM – 0,7%; PV – 0,7% e outros – 2,9%.

As avaliações positivas e negativas de cada um estão na tabela e deixa claro que são os petistas que têm a melhor taxa entre positivo e negativo. Mesmo em número absoluto de rejeição, ente os partidos que Maia menciona, só não fica em melhor situação que o PSB, assim mesmo por muito pouco.

Considerando os anos a fio de bombardeio de mídia, dá para dizer que o estrago na imagem foi muito menor do que pretendiam.

Mas tucanos e peemedebistas quase chegam a três quarto dos entrevistados tendo avaliação negativa.

Na pesquisa há ampla maioria entre os que acham que a democracia é o melhor regime para o Brasil, (72%).

Fonte: TIJOLAÇO
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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Um outro mundo

UM OUTRO MUNDO

Terceira Edição do Fórum Social Mundial em Porto Alegre. Janeiro de 2003 .
Tema: Um Outro Mundo É Possível
Um encontro em que os participantes podem vivenciar, mesmo que em cinco dias, um Mundo Real ( MR ) que desejam por todos os dias

Estátuas do Desemprego

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ARTE

Com o desemprego em alta no país é cada vez maior o número de pessoas nas ruas fazendo algo para sobreviver. Na cidade do Rio de Janeiro a street art está em todo lugar, de todas formas e expressões . Nos muros, esquinas, sinais de trânsito, nos transportes coletivos. Musicos, cantores, atores, pintores, escultores, engolidores de espadas, palhaços, atividades circenses, e, até estátuas vivas.
Delete este mundo. 



UM OUTRO MUNDO COM TRABALHO E RENDA PARA TODOS É POSSÍVEL.